Texto: Paulo José de Sousa
13/4/2010
Fotos: Paulo José de Sousa  
Carburador
O protagonista das emissões dos poluentes.


Os tempos mudaram e mesmo com toda tecnologia aplicada, não podemos deixar de considerar o carburador como uma peça obsoleta, porém ainda é muito utilizada pela maioria das motocicletas que estão nas ruas e até mesmo em produção pelas montadoras. O mecanismo é o responsável pela formação da mistura ar/combustível que alimenta o motor.
A manutenção é simples e o funcionamento básico na maioria dos casos ocorre assim: o combustível contido no reservatório da motocicleta desce por gravidade por meio de uma tubulação até chegar ao carburador onde é armazenado na cuba e controlado por uma bóia de nível ( princípio parecido com o da caixa d’água). Quando o motor está em fase de admissão, o movimento de descida do pistão cria um fluxo de ar que atravessa o carburador e gera uma baixa pressão no venturi (tubo coletor do carburador que tem uma seção mais estreita) que, por conseqüência, cria um arrasto no combustível contido na cuba, injetando-o no motor por meio dos giclês e pulverizadores ( orifícios calibrados), agulha e válvula que previamente promoveram a formação da mistura ar/combustível em forma de spray (atomização).

Quanto a formação da “mistura estequiométrica”, para que a proporção ideal ocorra, além da quantidade e qualidade do combustível, contamos com três variáveis das quais não temos controle, que influem diretamente na quantidade de ar necessária, são elas : temperatura, umidade do ar e pressão atmosférica.

Mesmo que a motocicleta esteja funcionando de maneira satisfatória, necessariamente o carburador pode não estar com as regulagens adequadas às condições ambientais e por não possuir um auto-ajuste, assim como no sistema eletrônico de injeção, o carburador por si só não irá adequar-se às mudanças ambientais.
Também não podemos esquecer de comentar os desgastes que sofrem tanto o corpo do carburador, assim como os componentes internos que resultam numa queda de rendimento da motocicleta, acréscimo do consumo de combustível e aumento nas emissões, por isso é considerado como o protagonista das emissões de poluentes.

Dica : o manual do proprietário da motocicleta recomenda uma manutenção preventiva no filtro de ar e no(s) carburador(es) que inclui limpeza e regulagens, assim como orienta quanto aos procedimentos para as motocicletas que vão ficar inativas por longos períodos evitando o acúmulo de combustível envelhecido na cuba que pode até corroer os componentes internos, criando em alguns casos, obstruções nos giclês e outros problemas mais graves.

Alguns sintomas prejudiciais ao motor e suas respectivas causas.

Mistura pobre

•Giclês entupidos.
•Válvula da bóia com defeito
•Nível da bóia abaixo do especificado.
•Tubulação de combustível obstruída.
•Registro de combustível entupido.
•Entrada falsa de ar entre o carburador e o coletor de admissão.
•Parafuso da mistura desregulado.


Mistura rica

•Afogador acionado
•Bóia com infiltração
•Válvula da bóia com defeito
•Nível da bóia acima do especificado
•Parafuso da mistura desregulado.


 


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