A renovação da frota de veículos está ocorrendo em ritmo acelerado. As montadoras trabalham em seus limites de produção e as vendes crescem a cada mês.
Nessa nova lógica de mercado, em que a venda de carros novos ganha força, os proprietários adquiriram uma nova cultura na manutenção de seus veículos. Segundo o consultor do SINCODIV/DF, Eduardo Oliveira de Carvalho, a renovação da frota tem como conseqüência o desenvolvimento de tecnologias mais sofisticadas, que são manejadas mais facilmente pelas autorizadas, por manterem uma relação mais estreita com as montadoras dos que os centros automotivos e oficinas mecânicas. “A concessionária autorizada se apresenta tecnicamente mais preparada para lidar com as novas tecnologias e têm sido a preferida de quem compra veículos novos, não somente para revisões, mas também para manutenção em geral. A maioria dos consumidores já sabe que o veículo com um bom histórico de manutenções tem maior valor venal”, afirma o consultor.
Para o consultor, a manutenção corretiva é coisa do passado e de consumidores que não se atentaram para a economia que representa resolver o problema antes que ele se agrave. “Hoje, a maioria dos consumidores optam pela manutenção preventiva. É mais econômico sistematizar a conservação do veículo e evitar que ele quebre e novos problemas surjam”, afirma Carvalho.
Ainda hoje, prevalece o estereótipo de que as oficinas mecânicas são aqueles ambientes sujos de graxa, com equipes sem uniformes e peças espalhadas por todo lado. A verdade é que os estabelecimentos que estão competindo no mercado hoje são bem mais modernos. As oficinas que ainda subsistem atendem uma demanda menor que antes, com maior potencialidade de recursos.
O cenário atual é propício para o advento dos centros automotivos, que atuam em serviços mais breves e menos especializados. Este tipo de negócio tem como ponto forte o prazo de entrega abreviado e a variabilidade nas formas de pagamento. “A tendência é que haja uma fusão entre as melhores características das oficinas mecânicas e centros automotivos, que crie uma razão para os estabelecimentos continuarem existindo. O mercado é muito dinâmico e vai ficar cada vez mais difícil a subsistência de lojas que trabalham com reparação veicular sem a preocupação intensa em acompanhar o desenvolvimento tecnológico. Nesse ponto, as autorizadas estão sempre um passo a frente”, frisa o consultor.